segunda-feira, maio 21, 2007

Setor de Web consolida sua força publicitária

Definitivamente, as agências de publicidade on-line são a bola da vez neste mercado. Isso pode ser confirmado não apenas pelo fato de a Microsoft ter anunciado a compra, na sexta-feira, da aQuantive, por cerca de US$ 6 bilhões. Há mais comparações estrangeiras que embasam esta afirmação. Na última quinta-feira, o segundo maior grupo de publicidade do planeta, o WPP, com faturamento de US$ 10,8 bilhões, havia anunciado a aquisição da 27/7 Real Media por US$ 649 milhões.

Ao pé da letra, nem é preciso cruzar o oceano para confirmar a tendência. O mercado local assistiu, no início deste ano, a venda da AgênciaClick para a Isobar, do Aegis Group, o sétimo maior do planeta, com receita de US$ 1,8 bilhão. O valor do negócio foi considerado surpreendente pelo mercado brasileiro: R$ 65 milhões. Sinal, absoluto, de novos tempos. No caso da Microsoft, a maior desenvolvedora de softwares do mundo busca alcançar o Google no mercado de publicidade on-line. Os acionistas da aQuantive receberão US$ 66,50 a ação à vista, informou a Microsoft, com sede em Redmond, Washington (EUA).
A oferta representa um ágio de 85% sobre o preço de fechamento das ações da aQuantive na quinta-feira passada e 29 vezes mais do que os lucros antecipados de 2008 da companhia de Seattle, antes de certos itens. O diretor-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, acelera o passo para não ficar atrás das concorrentes que fazem compras para conquistar uma fatia maior do mercado. A Google está adquirindo a DoubleClick, que como a aQuantive cria anúncios na internet e mede a receptividade deles entre o público-alvo, e a Yahoo! está incorporando a Right Media.


"A Microsoft estava entrando em desespero", disse Sameet Sinha, analista da Kaufman Brothers, em Nova York. "Com cada transação bem-sucedida, o valor da raridade subiu. A aQuantive é uma companhia rara", disse Sinha. As ações da aQuantive saltaram 77%, fechando US$ 63,60 na Bolsa eletrônica Nasdaq. Elas acumularam alta de 45% este ano antes de sexta-feira. As ações da Microsoft deslizaram 9 centavos, fechando em US$ 30,89. As da ValueClick, uma concorrente da aQuantive e da DoubleClick, saltaram perto de 13%, fechando em US$ 31,59, registrando alta recorde. O preço, que inclui opções em aberto, é mais elevado do que os analistas esperavam, mesmo depois de o Google ter aceitado pagar US$ 3,1 bilhões para a DoubleClick. Os analistas do Citigroup e da Piper Jaffray haviam estipulado o preço de aquisição da aQuantive numa faixa de US$ 39 a US$ 42 a ação. A norte-americana aQuantive teve receita de US$ 442,2 milhões no ano passado.

Essa é a quarta aquisição no setor de publicidade na internet desde 13 de abril, quando a Google anunciou a compra da DoubleClick. Lembrando que o Yahoo! fechou acordo no mês passado para comprar 80% das ações da Right Media que ainda não estavam em seu poder.

Fonte: Gazeta Mercantil

terça-feira, maio 15, 2007

Na hora de pagar pelo site, desconfie do barato

Os preços de projetos na web podem divergir demais de empresa para outra. Além de ficar de olho no orçamento, é preciso atentar aos detalhes, pois no final eles fazem a diferença.

O preço sempre foi um dos pontos mais difíceis na negociação de um projeto web. Na verdade, não só neste tipo de ação, mas em qualquer um que envolva diferentes qualidades. Por exemplo, você pode executar o projeto de uma casa gastando 100 mil reais ou 1 milhão de reais. Tudo reside nas escolhas feitas. Se você escolher utilizar ardósia no assoalho, gastará bem menos que mármore carrara.


Dois alfaiates conseguem produzir um terno, mas a grande diferença entre um que cobra 2 mil e que cobra R$ 500 é a perfeição do caimento que ele terá em você. Quando você for escolher uma empresa para executar um projeto web, possivelmente receberá uma variação no preço final nos orçamentos. Em alguns casos, a diferença é surpreendente.
Por que pagar 20 mil no projeto se posso pagar 10 mil? É exatamente o ponto. Em um primeiro momento você pode até ficar tentado a economizar 10 mil no orçamento. Mas, refletindo melhor, tenho certeza de que você pensaria: “deve ter alguma coisa errada com o mais barato, a diferença é bem grande”.


E certamente terá, não tenha a menor dúvida. Não existe mágica nisso. Qualidade custa dinheiro. Se você quiser algo de qualidade, que vai te dar menos problemas, trazer mais benefícios, vai ter que pagar mais caro. Em projetos para internet não é diferente. Na verdade é bem mais complicado e conseguir distinguir qual a melhor empresa não é uma tarefa nada fácil.
Detalhes também contam - E contam muito. O entendimento da forma de navegação do usuário é hoje um dos principais problemas para muitas empresas. E várias vezes está relacionado a um projeto mal implementado ou feito às pressas.


Temos uma variedade de navegadores, monitores, processadores e configurações que afetam a forma com que nosso site é visto e navegado.

Por exemplo, imagine que a empresa que você contratou para fazer o seu site coloque um verificador em Javascript no formulário de compra. Quando você testar, tudo vai funcionar perfeitamente. Maravilha! Porém, pode ocorrer do usuário estar com o suporte a Javascript desativado no navegador e, neste caso, o formulário não vai ser validado. Um detalhe simples, mas que pode causar problemas com seus clientes.

Vamos a um exemplo real, que ocorre em uma das maiores lojas do país de comércio eletrônico. Eu, por exemplo, costumo ir navegando pelo site e clicando nos produtos abrindo novas janelas no navegador, para manter a lista onde estou. Nesta loja, não consigo fazer isso.
O motivo: uma forma diferente de codificação que poderia ter sido feita de outra maneira sem nenhum problema. Ou seja, o problema não é de tecnologia. É de usabilidade. Simplesmente ninguém previu que isso poderia acontecer. Nas lojas concorrentes, não há o mesmo impedimento.


Não significa que a loja irá perder vendas por causa disso. Mas, sem dúvida, deixa um desconforto no usuário que gosta de usar aquele recurso. Atenção aos detalhes: eles podem atrapalhar (e muito!) o seu negócio. [Webinsider] Por Fernando Costa